Granny Smith, a maçã verde!

Você que já experimentou nossas maçãs sabe que usamos apenas as maçãs Granny Smith, por aqui mais conhecidas como maçã verde.

Hoje vamos contar para vocês algumas curiosidades sobre essa variedade de maçã que, para matar a curiosidade de muitos, não é uma maçã que não amadureceu, muito pelo contrário!
granny smith

A Granny Smith é é uma das 7.500 variedades de maçã existente no mundo e é composta, entre outras coisas, por pectina, aminoácidos, ácidos, açúcares, catequizas, quercetina, sorbitol, fibras, cálcio, ferro, magnésio, nitrogênio, fósforo e potássio. UAU! E daí?!

Para você que não é químico ou nutricionista e não sabe o que isso quer dizer, aqui vão algumas das “utilidades” dela: 
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– a Granny Smith age de maneira anti-inflamatória no aparelho digestivo;
– é antiácida, antidiarreica e suavemente laxativa; 
– é diurética e depurativa; 
– é anticatarral em problemas de brônquios ou tosse; 
– é anti-colesterol; 
– é antitabágica (manter uma dieta com maçã verde ajuda a abandonar o vício do tabaco);
– é anticancerígena
– cada 100gr de fruta tem apenas 61 calorias.
 

Mary Ann Granny Smith

Essa variedade de maçã é originária da Austrália e foi nomeada em homenagem à Mary Ann Smith, quem primeiro “cultivou” essa variedade por acidente em sua fazenda em 1868. Mary Ann teve muitos netos e era uma pessoa muito conhecida na região, sendo lá conhecida por “Granny Smith” (Vovó Smith). Durante dois anos vendeu as maçãs uma vez por semana na feirinha conhecida como Sydney’s George Street Market, até sua morte, em 1870.

Anos mais tarde a variedade Granny Smith foi oficialmente reconhecida e passou a ser comercializada mundialmente devido ä sua alta durabilidade. Em 1975, 40% da produção total de maçãs da Austrália correspondia à produção de maçãs verdes.
A maçã verde existe devido à uma rara mutação da fruta, e todas as Granny Smiths existentes hoje (inclusive as nossas) são necessariamente “decendentes”da árvore original dos Smith em Sydney!
Fonte: Wikipedia
mary ann apple factory

Receita do Bolo de Maçã do Otávio

Essa é uma versão super simples de um bolo de maçã que minha mãe achou há muitos anos atrás em um catálogo de receitas de um supermercado aqui em Curitiba. Um dia ela resolveu fazer o tal bolo de maçã… Enquanto estava no forno, a casa era dominada pelo cheiro de canela com maçã… Maçã e canela, e vocês bem sabem o quão perfeita é essa combinação!

bolo de maçã apple factory

Gostei do negócio e claro que eu tinha que inventar moda e dar uma “melhorada” na receita no bolo de maçã. Sempre há algo que pode ser melhorado!

É um bolinho super simples e rápido que cai bem a qualquer hora do dia! E o mais gostoso é que com essa receita você pode inovar e inventar.

A receita base é essa aqui, olha só:

Ingredientes bolo de maçã aple factory

 

 

  • 2 maçãs grandes (eu geralmente uso uma Gala e uma Granny Smith)
  • 2 xícaras de açúcar (pode ser refinado ou mascavo, depende da sua preferência)
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de manteiga (temperatura ambiente)
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 2 colheres de chá de fermento em pó

 

 

Há também quem goste de colocar uvas passas, tipo eu. Se gostar põe, se não gostar não põe. Para esse bolo de maçã eu não uso batedeira porque realmente não há necessidade, além da preguiça de ter que lavar tudo depois!

Então vamos lá:

Bata o açúcar e a mateiga até formar uma massa homogênea. Misture o ovo e as maçãs.

As maçãs eu geralmente corto em cubos bem pequenos, com a casca mesmo, mas você pode tentar fatias, ou pedaços tipo ‘chunks’ mesmo. A canela entra nessa hora, e o cheiro é maravilhoso!

Tudo bem misturado, é a hora de colocar a farinha. Sempre aos poucos, para facilitar e batendo bem até incorporar toda a massa. Fermento e pronto!

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O que eu falei sobre inovar, você pode fazer nessa hora! Eu já experimentei vários temperos para dar aquele gostinho a mais. Já tentei noz moscada, amêndoas, pistache, cardamomo, tudo misturado. Eu cozinho na verdade com o que tiver disponível ou com o que eu estiver a fim de fazer mesmo. Ás vezes fica bom, ás vezes nem tanto. O que vale é a experiência!

Massa pronta, hora de untar a forma. Manteiga e farinha. Eu uso uma forma daquelas de bolo inglês, mas já tentei em outros formatos. Não sei dizer o tamanho da forma baseado na quantidade de massa, então, se vira no ‘olhometro’ mesmo!

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Se você é daqueles que gosta de uma frescura, antes de ir para o forno você pode decorar com algumas fatias de maçã por cima.

IMG_6879-001IMG_6883-001Forno baixo (180° – 200°C), já pré-aquecido, claro, por aproximadamente 25 minutos.

Pronto. Viu que fácil? Espere esfriar um pouquinho para desenformar. Para servir, polvilhe um pouco de açúcar de confeiteiro por cima ou, para quem gosta de uma gordice a mais, prepare uma caldinha de caramelo artesanal, como a gente fez no Gastronomix e “mandar bala”.

 

Este bolo de maçã é uma das delícias que pretendemos servir em nossa loja. 😀

 

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Primeiras Experiências na Mary Ann Apple Factory – Parte 1

IMG_6538-001Antes mesmo da Mary Ann Apple Factory surgir, já pensávamos nas variedades de sabores para as nossas Gourmet Apples. Tudo era novidade, tudo era emocionante, apenas de pensar onde poderíamos chegar! E qualquer hora era hora para planejar o que seriam as primeiras Maçãs Carameladas Gourmet do Brasil.

A nossa conhecida folhinha nem existia ainda. Me lembro que na época eu frequentava as aulas da pós graduação em Psicologia Clínica. Levava o meu computador e, na proteção de tela, rodavam todas as minhas imagens, incluindo as primeiras fotos das nossas experiências rudimentares com maçãs. Minhas colegas viam aquilo e ficavam perguntando o que era. Quando explicava, elas adoravam a ideia e me perguntavam quando poderiam experimentar. “Em breve, eu espero!”

 

lacanNaquele momento, o único papel que eu tinha por perto era um livro de psicanálise: Lacan, os quatro conceitos fundamentais. Foi exatamente por aí que iniciei meus estudos na psicanálise e também onde comecei a ter as primeiras ideias de qual seria para mim a cara da Apple Factory, quais seriam as variedades de sabores e o que mais que poderíamos oferecer na Mary Ann Apple Factory. Daquelas anotações partiram as primeiras discussões com a Mariana sobre o futuro da Mary Ann Apple Factory. Definimos os sabores, já sabíamos o que queríamos. Que comecem os testes!

 

mary ann curitiba

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Precisávamos de uma logo. Qual seria? A mãe da Mariana sempre dava ideias e aparecia com algum desenho novo; um deles foi até incorporado a uma versão “pré-histórica” de nosso visual, pois fizemos nosso primeiro “evento”, festa de um amigo nosso, e as nossas maçãs precisavam ter um nome e telefone para contato. Eram 100 maçãs, na época parecia tanto, uma super missão! 

 

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Depois disso, para melhorar esses rascunhos e dar vida à Mary Ann contratamos alguém que soubesse o que estava fazendo (de verdade!) com relação à nossa identidade visual. Essa pessoa era o Morruga, que desenhou a Mary Ann Apple Factory como vocês conhecem hoje.

rascunhos mary annGosto de fazer uma comparação bastante curiosa: assim como não escolhemos a psicanálise para atravessar nossas vidas, também não escolhi o momento para ser atravessado pelo meu desejo de construir o sucesso da Mary Ann Apple Factory. Nesse momento o meu desejo estava dividido entre a psicanálise e as maçãs. Aí sim foi o momento de fazer uma escolha.

Diz-se por aí que foi o desejo por uma tal “maçã” o que fez com que hoje a gente conheça a sociedade do jeito que ela é. Eu digo também que foi o nosso desejo por maçãs que fez surgir a Mary Ann Apple Factory.

Agora, maçã para cada um é uma coisa totalmente diferente. Eu sei o significado que as maçãs têm pra mim.

Quer saber mais sobre nossa historia? Em breve um novo post! Aguarde!

– por Otávio Pósnik

Como surgiu a Mary Ann Apple Factory

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O ano era 2011. Lembro que o final da faculdade já se aproximava. Não aguentávamos mais os últimos trabalhos e estágios, ainda mais depois de ter viajado no meio do semestre para a California. Foi justamente durante a viagem que conhecemos as “Caramel Apples” pela primeira vez. Nosso hotel ficava ao lado de um Outlet na região metropolitana de Los Angeles, e era lá que passávamos boa parte dos finais de tarde.

Sempre me chamava a atenção aquela vitrine linda que mais parecia uma joalheira, cheia de coisas que não sabíamos bem ao certo o que eram. “Espetadas com um palitinho de sorvete, devem ser maçãs do amor”, pensava comigo mesmo, ao mesmo tempo que também pensava que deveria se tratar apenas de mais um doce daqueles bem norte-americanos: bomba de açúcar e calorias. Pra que comprar?

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Loja em Los Angeles – CA

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A cada dia que passava me questionava mais sobre aquelas maçãs. Seriam boas? Vou comprar! A Mariana sempre estava do meu lado, e sempre achava um absurdo o preço por serem “apenas maçãs”. Até que um dia, enquanto esperava a Mariana escolher roupas, decidi comprar a tal da maçã…

 

 

maryann curitiba

Que delícia! Quando Mariana me viu ficou doida: “O que você fez?!” Esperei que ela pegasse a primeira fatia para experimentar e sabia que não precisaria explicar mais nada depois que ela experimentasse. Eu estava certo: foi amor à primeira mordida. Ela foi até a loja e comprou uma só para ela. Dali para frente, até o final da nossa viagem, voltávamos todos os dias para comer uma maçã. Uma para cada um, é claro, e mais uma terceira para levar para o hotel caso ficássemos com vontade mais tarde.

 

Existia uma variedade imensa de sabores e nós experimentamos de tudo. Foi uma tristeza chegar ao fim do nosso intinerário pela terra do Tio Sam. Deveríamos voltar ao Brasil, mas estávamos certos de que, em algum lugar, por mais remoto que fosse, encontraríamos as tais maçãs com caramelo para vender. Nos enganamos. Ficamos frustrados. Não tinha em lugar nenhum. Socorro!

Algum tempo depois, de volta aos estágio da Faculdade, quando a Mariana ainda clinicava no CPA da UFRP, fui busca-lá no final do expediente e, quando cheguei, ela disse: “Tenho uma surpresa”! Eu nem imaginava o que poderia ser. Derrepente ela tira da bolsa um recipiente plástico e de dentro dele uma coisa, espetada em um palito de sorvete, com uma cor de areia, meio sem forma. Olhei de longe, pensei e de repente liguei os pontos: Era a primeira Apple Pie que a Mary Ann Apple Factory fez em toda sua história!

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A PRIMEIRA APPLE PIE

 

Sentir aquele gostinho de maçã (ela testou com aquelas vermelhas, Gala, pequenininhas), com caramelo (o caramelo era meio tosco mesmo, bem rudimentar, mas para a primeira vez que a Mariana brincou de derreter açúcar… estava de parabéns!), chocolate e canela fez com que eu voltasse no tempo lá para Los Angeles. Que delícia matar as saudades!

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Depois disso, começamos a testar receitas, a brincar de fazer maçã, apenas para comer mesmo, ainda em 2011. Mas os amigos foram comendo, os amigos dos amigos também, os familiares, os amigos dos familiares, o amigo-do-tio-do-papagaio-da-vizinha também e todos queriam mais, e queriam comprar, e estavam encantados. E a gente sabia bem qual era o encanto, e como era torturante querer mais e não encontrar pra vender!

 

Do final de 2011 até Fevereiro de 2013 testamos caramelos. Testamos MUITO o caramelo! Todo final de semana e todo tempo livre que tínhamos era dedicado às maçãs. Quem já mexeu com caramelo sabe o desafio que é: queimaduras, caramelo que derrete, caramelo que não dá ponto, caramelo sem gosto, caramelo queimado, caramelo caramelo caramelo!

Acertamos finalmente o caramelo, criamos coberturas, pensamos na apresentação das maçãs.

E no dia 26 de Fevereiro de 2013 era criada oficialmente no Facebook a página da Mary Ann Apple Factory!

– Por Otávio Pósnik